Seis Ideias para Viver Saudavelmente as suas Emoções

As emoções estão no cerne da nossa vida como seres humanos. Elas decorrem da forma como pensamos mas, frequentemente, elas aparecem antes ainda que qualquer pensamento seja processado.

Ao longo da nossa vida, muitos episódios emocionalmente significativos foram impressos na nossa memória, alguns trazendo consigo uma sequela de sofrimento desnecessário.

Como pode a PNL ajudar a exprimir emoções, libertando-nos dos seus efeitos tóxicos?

As sugestões que se seguem podem ser aplicadas em interacção consigo mesmo ou com a outra pessoa que se apresente debaixo de uma emoção debilitadora.

  1. Reconhecer

Não há forma de lidar com emoções através da simples repressão. A repressão NUNCA é simples!  

O que acontece quando se tenta abafar uma emoção desagradável? Provavelmente irá tornar-se tóxica. Pense na emoção como uma manifestação energética. Ao reprimi-la vai manter essa energia negativa dentro de si, com efeitos imprevisíveis.
Perante uma situação emotiva, pode dizer: “Reconheço que estás emocionado”. Ou  “Percebo que qualquer coisa te perturba “ …Enfim, há muitas formas de acolher a emoção – seja a sua ou a do seu próximo!

  1. Identificar e avaliar

Faça perguntas que permitam a pessoa observar o que se passa consigo. Um dos problemas das pessoas com baixa inteligência emocional é não terem uma escala alargada para identificar e descrever as suas emoções. Isto é particularmente grave com os homens que são educados para não mostrar emoções. Tipicamente, um homem manifesta emoções simples e extremas, no género: estou mal disposto, estou zangado. Geralmente, o homem tem uma grande dificuldade em distinguir emoções e mais ainda em reflectir sobre elas.

Acompanhar a pessoa (ou a si mesmo) na observação da sua emoção tem muitas vantagens: 

  • Quando observa, já está numa posição diferente da que sofre os efeitos da situação. No caso de uma emoção tóxica, a dor dissipa-se ao passar para a posição de observador.
  • Mostra respeito pela pessoa e ganha mais informação sobre o que se passa com ela ou consigo.
  1. E agora?

Pode tentar perceber como desenvolveu a emoção. Como começou? Onde perdi o controlo? Houve uma causa real, imaginada ou uma combinação de ambas? Não interessa atribuir culpas, o que há a ganhar nesta investigação é perceber se tem uma estratégia para se sentir mal.
 Isto pode parecer estranho, mas a verdade é que temos estratégias para falhar e para sofrer. Quando as compreendemos, estamos no caminho para as mudar e ter estratégias melhores, dirigidas ao sucesso e ao contentamento!

O que posso fazer para mudar o meu estado? Tenho os recursos que preciso? Se não tenho agora, já tive? Posso activar esses recursos? Posso pedir ajuda? Exemplo: Sinto medo e acho que me falta confiança. Agora não me sinto capaz de ter confiança mas recordo-me de uma ocasião em que a senti. Posso voltar a sentir esse estado e recuperar a confiança que é minha!

  1. Olhar com outros olhos
    Qualquer situação pode ser vista segundo perspectivas diferentes. Uma forma poderosa é olhar sob o ângulo do humor. O humor é libertador. Ao encontrar uma forma de se rir de si mesmo, ganha um espaço de novas possibilidades e sai da zona tóxica. Pode também imaginar que novos significados pode dar à situação que lhe causou a emoção tóxica. Pense numa pessoa que admira e imagine o que ela pensaria sobre o assunto.
    Ou imagine que olha para a situação como se tivesse acontecido há muito tempo. A perspectiva do tempo ajuda muito a relativizar o que nos acontece. Será que esta coisa que tanto me incomodou ainda fará o mesmo sentido quando a recordar daqui a seis meses?
  2. Sair da história apertada
    Porque tomamos sempre o mesmo caminho batido? Porque sempre o fizemos! É território conhecido, sabemos tudo sobre ele. Porque reagimos sempre da mesma forma a certos estímulos? Pelos mesmos motivos! Porque aprendemos ou nos ensinaram a fazer de uma certa maneira, e isso fez sentido numa dada época da nossa vida.
    Agora temos uma escolha: andamos sempre às voltas com a mesma história apertada, ou somos capazes de inventar novos capítulos e novas escolhas?

E é importante recordar: não adianta atribuir culpas e ainda menos sentir vergonha do passado. Culpa e vergonha podem ser emoções tóxicas e paralisantes. A culpa é uma má alternativa à responsabilidade construtiva e a vergonha não passa de uma construção mental em que nos sentimos julgados pelos outros, sem apelo nem defesa. E sabe uma coisa? Não dê a ninguém o direito de o julgar mas simplesmente o de apreciarem os seus comportamentos. Faça o mesmo consigo: corrija as suas acções e ame-se incondicionalmente.

  1. Respire e dê atenção ao seu corpo
    Respirar bem é a primeira condição para viver bem. A respiração fluida e completa ajuda-nos a renovar a energia e a libertarmo-nos das toxinas emocionais.  Dê atenção à sua respiração, libertando todo o ar que puder e inspirando profundamente, mobilizando peito e barriga. Faça disto um hábito, muitas vezes ao dia, e verá que é mais fácil recorrer à respiração libertadora quando verdadeiramente precisar do seu efeito imediato.

O corpo é o espaço das emoções. Sentimos no corpo qualquer emoção e sentimos prazer com umas e dor com outras. Ou não sentimos nada porque já estamos anestesiados e isso pode ser o pior, porque nos retira os sinais de alarme. Preste atenção à sua fisiologia na próxima vez que sentir uma emoção tóxica e ajude o seu amigo que estiver a passar por essa experiência.  As emoções difíceis levam-nos a contrair grupos musculares e a adoptar posturas tensas e desequilibradas. Ao soltar a sua fisiologia, também estará a soltar as suas emoções.

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